Amor que Transforma

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A Revista COMUNA da Igreja Comunidade da Graça em sua edição de outubro n°92, escreveu uma matéria cotando a história de vida da Cris, nossa professora em um dos cursos profissionalizantes que temos. Uma história digna a filme, vivendo momentos de alegria e dor, reviravoltas inesperadas, diversos altos e baixos; onde a FCG fez parte dessa maravilhosa e inspiradora história de vida. Parabéns Cris, você é uma guerreira.
Confira a matéria completa

CRIS

Baseado em fatos reais. A quantos filmes você já assistiu que começavam com essa frase? Filmes que contavam a história de pessoas que viveram momentos de alegria e de dor, que passaram por tantas reviravoltas e situações inesperadas. A vida da Ana Cristina é dessas, uma narrativa cheia de altos e baixos, “do luxo ao lixo”, como ela mesma diz.

Nascida do Maranhão, ela veio para São Paulo aos 17 anos. Já tinha um bebê e trazia a ideia de buscar oportunidades melhores de trabalho e oferecer uma boa educação ao filho. O trabalho? Reciclagem. Foram 11 anos aprendendo a separar lixo e a classificar todos os materiais. Até a dirigir caminhão Cristina aprendeu

Depois da reciclagem, começou a trabalhar em um escritório. E aí, um pouco mais velha, conheceu alguém que a fez sentir especial. Os filhos já eram dois – além do biológico, havia adotado uma menininha. Formada, a nova família começou a construir seu castelo. Cristina e o marido criaram uma pequena empresa e cresceram bastante. E enfim a vida começou a mudar. Vieram casa, carros, dinheiro. Tudo do bom e do melhor. Até um salão de beleza ela conseguiu montar.

Apesar de ter conquistado tudo isso, Cristina sempre ajudava outras pessoas. Doava, anonimamente, centenas de quilos de alimentos todo mês a instituições de caridade. Uma delas ficava na rua de seu salão, a Fundação Comunidade da Graça.

As coisas pareciam ir muito bem. Era como se seus sonhos de menina tivessem se tornado realidade. Tinha uma família, uma bela casa, os filhos na escola. Valeu a pena ter lutado tanto e começado tudo do zero. Era como se ela tivesse alcançado o seu final feliz.

Mas, se a história terminasse aqui não seria um roteiro de filme, não é mesmo?! E ela não termina. Um dia, o filho de Cristina pediu para conversar. E então veio a bomba: ele precisava de ajuda para lidar com o vício em cocaína. Aí as coisas começaram a ruir. Decidida a vender tudo o que tinha para colocá-lo numa clínica de recuperação, Cristina perdeu o apoio de quem mais poderia ajudar, seu marido. Já fazia um tempo que ele andava diferente, “perdido”, como ela conta. Quando soube da notícia, disse que não precisava de tudo aquilo e abandonou a família, deixando milhares de reais em dívidas no nome de Cristina.

De tudo o que tinha, ela ficou sem nada. Colocou o filho numa clínica, mas perdeu seu dinheiro e todas as suas posses. Não tinha emprego, família e nem mesmo o seu nome. Foi então que se lembrou da Fundação Comunidade da Graça, organização que ajudava nos dias mais abastados. Aquela que tanto doou, agora precisava de apoio.

Passou a receber o Primícias, uma cesta básica mensal, e foi conhecendo melhor os outros projetos da FCG. Decidiu então se especializar. Apesar de já ter feito um curso e de ter trabalhado como cabeleireira, Cristina nunca havia recebido seu diploma. Então, fez os cursos profissionalizantes de design de sobrancelha e maquiagem. E as coisas começaram a melhorar um pouco.

Com seus certificados de conclusão dos cursos em mãos, conseguiu um emprego de carteira assinada. Seu filho, depois de um ano e dois meses, saiu da clínica recuperado e voltou a morar com ela.

Mesmo com as dificuldades, as coisas estavam voltando para o seu lugar. Depois de um tempo, Cristina saiu do emprego e usou o dinheiro do seu fundo de garantia para abrir um novo salão. É de lá que ela tira o sustento de sua família. Já não precisa mais da ajuda da FCG, mas está sempre por lá: hoje, dá aulas nos cursos profissionalizantes e dá oportunidade de muitos outros poderem exercer uma profissão.

Depois de quatro anos de turbulência e reviravoltas, a história da Cristina segue para um final feliz. No fim deste ano ela vai visitar a família no Maranhão e tirar “suas férias tão merecidas”.

Fonte: Revista Comuna, edição n°92, Outubro 2017.

Faça como a Cristina, use os seus talentos e a sua história para ajudar outras pessoas. Conheça os projetos da FCG.

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