Aproveitamento integral dos alimentos: não ao desperdício

Aproveitamento integral dos alimentos: não ao desperdício

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas enfrenta dificuldades em relação ao desperdício durante as etapas da cadeia produtiva. Com relação ao total de alimentos desperdiçados, estes já são percebidos na colheita do produto, que paira em torno de 10%, seguido das etapas de transporte e industrialização, somando 50%. Além dessas etapas, as perdas se estendem também a comercialização 30% e, ainda, 10% que são que são desperdiçados durante o seu preparo (ONU, 2012).

Pensando nisso, as estagiárias da FCG e estudantes da UNIP realizaram uma intervenção junto aos nossos usuários, para que os mesmos deixem de desperdiçar o seu alimento durante o preparo e consumo.

Aprofundando a pesquisa sobre esse tema, segundo o próprio Ministério, a pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Agropecuária (EMBRAPA), aponta que no Brasil os desperdícios com hortaliças atingem 37 quilogramas (kg) por pessoa em um ano, sendo que neste mesmo período o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) afirma que são consumidos em média, apenas 35 kg por pessoa. Estes órgãos apontam que se os alimentos desperdiçados fossem utilizados de maneira consciente poderiam alimentar em torno de 35 milhões de brasileiros (EMBRAPA, 2014; MAPA, 2007).

Uma das maiores causas do desperdício é a inadequada manipulação, isso ocorre devido a falhas nos processos de corte com excessiva retirada de cascas e aparas. A melhor maneira de evitar o desperdício de alimentos seria a utilização de todas as partes dos alimentos (STORK et el., 2013).

As partes não “aproveitáveis” dos alimentos poderiam ser utilizadas enfatizando o enriquecimento alimentar, diminuindo o desperdício e aumentando o valor nutricional das preparações, pois talos e folhas podem ter mais nutrientes do que a parte nobre do alimento, como por exemplo a casca das hortaliças que são fontes de fibras, vitaminas e minerais e atuam no organismo como antioxidantes combatendo o envelhecimento da pele, além disso, regulam o intestino, previnem a anemia e auxiliam no processo de cicatrização (MARCHETTO et al., 2008; CARDOSO et al., 2015).

Utilizar o alimento em sua totalidade significa mais do que economia, significa usar os recursos disponíveis sem desperdício, reciclar e respeitar a natureza. A utilização integral dos alimentos possibilita uma maneira de incrementar a culinária diária, com a criação de novas receitas, além de enriquecer nutricionalmente a dieta, proporcionando mais fibras, vitaminas e minerais (SAMPAIO et al., 2017).

O texto e as interversões foram realizadas pelas estagiárias da FCG e alunas da UNIP: Larissa, Tatiane e Regina.
Supervisora da Faculdade UNIP: Talita Pessoa.
Nutricionista responsável da FCG: Sandra Bernardis.
REFERÊNCIAS:
CARDOSO, F. T., FRÓES S. C., FRIEDE R., MORAGAS C. J., MIRANDA M. G., AVELAR K. E. S. Aproveitamento integral de alimentos e o seu impacto na saúde. Rev. Sustentabilidade em debate, v.6, n.3, p.131-143, 2015. Disponível em: https://goo.gl/VFtwWA.
EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA. Pesquisas da Embrapa buscam formas de evitar o desperdício de alimentos. Portal do planalto. Publicado em 15 de ago. 2014. Disponível em . Acesso em: 10 jun. 2018.

MARCHETTO, A. M. P., ATAIDE H. H., MASSON M. L. F., PELIZER L. H., PEREIRA C. H. C., SENDÃO M. C. Avaliação das partes desperdiçadas de alimentos no setor de hortifrúti visando seu reaproveitamento. Rev. Simbiologias, v.1, n.2, p.1-12, 2008. Disponível em: https://goo.gl/T9yh9M MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO - MAPA.
O Papel dos Bancos de Alimentos na Redução dos Desperdícios de Alimentos. 2007. Disponível em . Acesso em: 10 jun. 2018.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS - ONU. FAO discute produção mundial de alimentos. FAO notícias 2012. Disponível em: . Acesso em: 11 jun. 2018.

SAMPAIO, I. S., FERST E. M., OLIVEIRA J. C. C. A ciência na cozinha: reaproveitamento de alimentos, nada se perde tudo se transforma. Rev. Ensino de ciências, v.12, n.4, p.60-69, 2017. Disponível em: https://goo.gl/eDEim8
STORK, C. R., NUNES G. L., OLIVEIRA B. B., BASSO C. Folhas, talos, cascas e sementes de vegetais: composição nutricional, aproveitamento na alimentação e análise sensorial de preparações. Rev. Ciência rural, v.43, n.3, p.537-543, 2013. Disponível em: https://goo.gl/q7jHBW

Visita do pediatra nas creches

Visita do pediatra nas creches

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a primeira infância, 0 a 3 anos, é marcado pelo desenvolvimento motor em um ritmo acelerado. Além do crescimento da criança, ainda existe uma série de acontecimentos nessa fase. Por isso, sempre é necessário o acompanhamento do pediatra, para que a criança cresça de forma saudável.

Seguindo esse caminho, inserimos a visita do nosso pediatra voluntário e também palestrante: Dr. Arnaldo; cujo objetivo principal de suas visitas é realizar as orientações pediátricas para os pais. Ele visitou todas as nossas creches (escrevemos um texto sobre o início da sua visita, clique aqui para relembrar) ao longo dos últimos meses, foi um tempo muito rico, os pais participaram fazendo perguntas e tirando dúvida sobre alimentação,  saúde e bem-estar das crianças.

Nessas visitas também contamos com a presença da nossa nutricionista: Sandra Bernadis, no qual realizaram uma roda de conversa com os pais, a fim de esclarecer dúvidas sobre vacinação, alimentação, vitaminas, medicamentos, dietas especiais; foi uma manhã muito proveitosa e esclarecedora.

Por fim, tivemos um maravilho café da manhã que foi servido com muito carinho e agradecimento por recebermos o Dr. Arnaldo em nossas creches. Conosco fica a saudade das suas visitas, mas também o conhecimento que será praticado dentro das creches, e com certeza, na casa das crianças.

Concluímos esse texto com a seguinte frase dita pelo Dr. Arnaldo:

“A criança é o que come e o adulto é o que pensa”

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Copa Caipira - Atividades

Copa Caipira - Atividades

Nesse mês de julho os programas da FCG estão em festa, porque temos a copa e festa junina, por isso, as nossas creches estão com a copa caipira – já falamos sobre o início desse evento em nosso blog, clique aqui e dê uma olhada – e essa festa produz na criança o desejo de se expressar através da arte, brincadeiras e expressões artísticas.

Conseguimos produzir e embelezar as nossas creches com painéis da copa no estilo caipira. Também realizamos algumas brincadeiras, por exemplo, cabo de guerra, arremesso de argola, chute ao gol, bola no cesto, boliche e corridas das crianças engatinhando; muita alegria e competição.
Iniciamos a copa no CEI Espaço da Comunidade II (Jd. Camargo Novo) desenvolvendo algumas atividades e apresentamos a bandeira do nosso país, porém cada sala ficou responsável por trabalhar uma chave de países que irão jogar contra o Brasil.

Por fim, tivemos um momento especial onde apresentamos o hino nacional para as nossas crianças e cantamos com os mesmos, logo após, fizemos muita bagunça e diversão com cornetas, apitos, perucas e óculos, comemorando o início do nosso projeto copa caipira.

Copa Caipira - Atividades
Copa Caipira - Atividades
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Intervenção Nutricional - Mexerica

Intervenção Nutricional - Mexerica

No mês de maio as nossas estagiarias de nutrição, alunas da UNIP, realizaram algumas intervenções em nossas creches, com o objetivo de estimular hábitos alimentares saudáveis e de promover a saúde.

Nesse texto falaremos sobre a intervenção realizada sobre a mexerica, no qual as crianças amaram a fruta – no primeiro momento estranharam porque para alguns é novidade, mas em no geral gostaram – e ensinamos para as crianças os benefícios da fruta, através de brincadeiras e degustação.
As atividades foram realizadas de forma diversificada nas creches. Segue alguns exemplos:

- Em nossa creche CEI V (A. E. Carvalho) fizemos um pé de mexerica e as crianças colocaram a fruta na árvore, logo após deram a mexerica na mão das crianças, adoraram e ficaram felizes em participar;

- A CEI VI (JD. N. S. do Carmo) ensinou as crianças através de uma brincadeira que falava sobre a força que a mexerica trás para as crianças que dela se alimentam. Também usaram uma arvore do nosso parque e colocaram as mexericas nela, a fim de representar a mexeriqueira para as crianças colherem e experimentarem da sua própria colheita;

- Nossa CEI II (Jd. Camargo Novo) as estagiárias falaram sobre a sua importância, e nesse momento as crianças tiveram a oportunidade de manusear a fruta e conhecê-la. Além disso, degustaram a mesma e descobriram que aquela semente que descartamos é possível plantar, desta forma as crianças plantaram as sementes que retiraram da fruta.

A mexerica contém vitamina C, sendo fundamental na alimentação da criança, porque ela atua no aumento da imunidade e estimula o seu crescimento.

As interversões foram realizadas pelas estagiárias da FCG e alunas da UNIP.
Supervisora da Faculdade UNIP: Talita Pessoa e Paula Costa
Nutricionista responsável da FCG: Sandra Bernardis.

Intervenção Nutricional - Mexerica
Intervenção Nutricional - Mexerica
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Bom prato lapa - visita prof° Lúcia França

Bom prato Lapa - visita prof° Lúcia França

Em visita ao Bom Prato da Lapa, profª. Lúcia França elogia programa.
Unidade localizada na zona oeste da capital, uma das primeiras de SP, serve diariamente mais de 1.900 refeições (almoço e café-da-manhã)

Na manhã desta segunda-feira (4), a unidade do Bom Prato da Lapa (gerenciada pela Fundação Comunidade da Graça), na zona oeste da capital, recebeu a visita da primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp), professora Lúcia França.
Com mais de 1.600 almoços e 300 cafés-da-manhã servidos diariamente no local, a professora Lúcia ficou impressionada com a importância do programa para a comunidade.

“Estou impressionada com o número de pessoas que vem almoçar no Bom Prato. Fico muito feliz em saber que o governo do Estado proporciona uma alimentação saudável para as pessoas por meio deste programa”, comentou a presidente do Fussesp.

Gerida pela Fundação Comunidade da Graça, a unidade Lapa é considerada o primeiro Bom Prato da região oeste e um dos primeiros do Estado. Hoje, já são 51 unidades do programa em funcionamento, sendo 22 localizadas na capital, oito na Grande São Paulo, seis no litoral e 15 no interior.

Criado há 16 anos pelo Governo do Estado de São Paulo e desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, o Bom Prato oferece almoço completo com suco e sobremesa ao custo de R$ 1.

Além disso, oferece cafés-da-manhã a R$ 0,50 e serviços como internet gratuita, com foco na população de baixa renda, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Texto retirado do Portal do Governo: https://bit.ly/2Jrm0zw

Bom prato lapa - visita prof° Lúcia França
Bom prato lapa - visita prof° Lúcia França
Bom prato lapa - visita prof° Lúcia França
Bom prato lapa - visita prof° Lúcia França
Bom prato lapa - visita prof° Lúcia França

Início da Copa Caipira

Início da Copa Caipira

Uma das maiores práticas do povo brasileiro nas copas é enfeitar as ruas e pintá-las*. Não será diferente em nossas creches, porque já demos início aos primeiros desenhos e enfeites; contando com a participação das crianças, pais e colaboradores.

Este momento é muito produtivo, porque a criança pode se expressar com a arte – tanto no aprendizado já desenvolvido pela educação infantil, como na cultura e expressões artísticas - e conhecer um pouco mais sobre a cultura do futebol e dos países que participarão deste evento. Neste trabalho desenvolveremos os seus aspectos cognitivos, artísticos e culturais.

Para esse ano, trabalharemos com esse tema e dentro desse projeto também falaremos um pouco sobre a festa caipira, algumas unidades até colocaram o nome como copa caipira ou Copira (copa + festa caipira). Esses momentos serão de total alegria, descontração e lógico, muita torcida pelo nosso Brasil, pela educação e desenvolvimento artístico dos nossos pequenos.

Em nossa Creche CEI Espaço da Comunidade VI (Jardim N. S. do Carmo) tivemos um dia de interação com o EMEI Monsenhor Biragui. Estamos decorando a passarela de entrada do CEI e EMEI, onde as crianças pintam e nossos colaboradores apenas auxiliam. Já em nosso CEI I (Encosta Norte) realizamos uma competição de futebol de tecido, trabalhamos com o movimento e sincronização. Por fim, em nosso CEI III (Vila Manchester) falamos um pouco sobre os países que participarão da copa.

Portanto, fique de olho em nosso blog porque estamos apenas no início. Até o final da copa iremos desenvolver algumas atividades com as crianças e postaremos aqui para você ficar por dentro do nosso trabalho com esses pequenos e conhecer um pouco mais sobre o que a FCG faz em cada creche e em nossos programas da área social.

*Lembrando que, neste ano, a Lei antipichação de SP não afetará nas decorações e pinturas para a Copa.

Início da Copa Caipira
Início da Copa Caipira
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Início da Copa Caipira
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Início da Copa Caipira

Abolição da Escravatura - Reflexões

Abolição da Escravatura - Reflexões

Como a maioria de vocês já sabe, dia 13 de Maio é uma data de extrema importância – a Abolição da Escravatura no Brasil. Em contrapartida, fazendo uma análise mais profunda dos moldes de nossa sociedade, uma parcela da população (quero acreditar que seja uma pequena parcela) ainda vê o negro como inferior. Seria essa apenas uma herança do período escravocrata ou a tendenciosa ignorância do Homem em tentar tornar-se maior diminuindo o outro?

No texto de hoje vamos abordar a temática como um todo, desde a assinatura do decreto pela Princesa Isabel até algumas provocações que promovam a reflexão acerca do preconceito, envolvendo inclusive estrelas da cultura POP norte-americana.

A Abolição da Escravatura

De início já ressaltamos: não aconteceu da noite para o dia. O movimento abolicionista nacional veio ganhando força política aos poucos e sua primeira vitória foi a sanção da Lei Eusébio de Queirós, a qual proibia o tráfico de escravos, em 1850.

Os próximos passos foram a Lei do Ventre Livre (filhos de escravos nasciam livres), em 1871, e a Lei dos Sexagenários (garantia a liberdade de escravos com 65 anos ou mais), 1885. Todo esse contexto fez o número de escravos ser reduzido em grandes proporções e, apenas em 13 de Maio de 1888, ser assinado o decreto que punha fim ao sistema escravocrata, pela Princesa Isabel.

Entretanto, essa lei não garantia aos negros e mulatos direitos fundamentais, como o acesso à terra e à moradia, o que os tornou indivíduos marginalizados e contribuiu para a continuação da exclusão étnica.

Mas, afinal, por que a escravidão? De onde veio essa decisão que acabaria com tantas vidas?

Uma decisão econômica, a Escravidão – o lado desumano de seres humanos

O sistema escravocrata é de interesse apenas dos grandes detentores de terras, nobres, os quais tiveram mão de obra incessante durante séculos por um preço “baixíssimo”. O motivo econômico é o principal fator e a premissa é simples (e terrível): paga-se por um ser humano da mesma maneira que paga-se por uma mercadoria e, a partir daí, tem-se total domínio sob o mesmo.

Não existe qualquer regra ou lei que limite o controle dos senhores sob os negros. As torturas são liberadas e sustentam o ódio e até o sadismo. Nasce e morre-se sendo escravo. Gerações que não conheceram outra realidade senão a do açoite – foram cerca de 300 anos de escravidão no Brasil.
Naquela época o dinheiro e o egoísmo falaram mais alto, mais alto que os milhões de gritos desesperados de um povo condenado. Mas a questão agora é, o quão alto o dinheiro e o egoísmo discursam nos dias de hoje?

Não se trata apenas, como muitos pensam, do “Brasil ser um país atrasado, e por isso aqui tudo é ruim”. Essa é apenas uma frase pessimista e que não leva em consideração acontecimentos relevantes ao redor de todo o globo.

Em 2017, por exemplo, a eterna ameaça fascista voltou à tona e ganhou manchetes devido a protestos da extrema-direita nos EUA contra negros, judeus, gays e imigrantes. Alguns se intitulavam, com orgulho, nazistas.

Ainda no mesmo ano, as eleições alemãs foram alvo de algo que não acontecia desde 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial: um partido de extrema direita, com discursos islamofóbicos, ganhou 90 cadeiras no parlamento e promete mudanças com relação ao euro.

Respondendo à questão anterior: o dinheiro e o egoísmo discursam, sobretudo em Parlamentos, mas ainda não sabemos o quão alto suas vozes ecoarão.

Vale citar que ainda existem na Alemanha (e em muitos outros lugares) movimentos nazistas ativos e inclusive um partido chamado NPD - Partido Nacional Democrata -, o qual é antissemita e nega o holocausto.

Na Rússia, a “propaganda gay” é proibida e os homossexuais ainda enfrentam inúmeras dificuldades de enquadramento social. E assim poderíamos continuar com exemplos de diversos países onde há discriminação, onde o preconceito encontra forma e toma força novamente.

Mas por que demos esses exemplos?

Às vezes vem à cabeça uma imagem de superioridade quando pensamos em Europa ou Estados Unidos – “Lá eles são mais educados, são mais isso, mais aquilo”. De fato, a Alemanha é um país desenvolvido e encontra-se numa situação socioeconômica mais favorável que o Brasil.

Porém, nada disso impediu o crescimento de ideias fascistas em sua sociedade. Os americanos, que exportam seu incrível estilo de vida através de filmes e cartões postais, enfrentam graves problemas relacionados ao preconceito, à saúde pública e ao porte de armas. Protestos contra o assassinato de jovens negros por parte da polícia tomaram as ruas de Baltimore, em 2015.

Países desenvolvidos não estão isentos de problemas sociais! Países desenvolvidos também perseguem minorias!

Qual o motivo dessa perseguição?

Bem, essa pergunta intriga pensadores, diplomatas, religiosos, filósofos... E ciência humana requer análises profundas de comportamento.
Para Freud, em “O mal estar da civilização”, há uma inclinação à agressividade intrínseca ao homem.

Para Nietzsche, “não se odeia quando pouco se preza, odeia-se só o que está à nossa altura ou é superior a nós.” Seguindo essa linha de raciocínio, chegaríamos à noção de que o ódio é uma camuflagem superficial que busca esconder um complexo de inferioridade, uma insegurança.

Já a tradição oriental de cunho religiosa coloca a questão sobre uma nova perspectiva: o ódio e o amor são uma coisa só, porém, nas mãos do indivíduo inconsciente (que não conhece a si mesmo), não há equilíbrio entre ambas as sensações e o resultado é o caos interno, psicológico, mental, que gera consequências externas, como o preconceito racial, por exemplo.

Há inúmeras maneiras de se avaliar a situação, mas não há nenhuma que justifique discriminar ou agir de forma violenta contra um ser humano.

E o que fazer diante do preconceito racial e da discriminação?

Bem, já possuímos leis que tornam o racismo um crime no Brasil. Nesses casos, não fiquem calados: denunciem!
Entretanto, o preconceito racial pode aparecer de formas mais subjetivas – algumas empresas exigem currículo com foto ou recusa-se sentar ao lado de um negro no ônibus, por exemplo. Esses são os casos mais difíceis de lidar...

O jeito é conscientizar. Desde sempre, trabalhar na formação da criança para que esta se torne consciente e não julgue alguém pela cor de sua pele e nem por qualquer outro fator superficial, como gênero e opção sexual.

Proteste, quando necessário. A música, a poesia, a arte como um todo é um mar a ser explorado para lutar contra ideias discriminatórias.

Para finalizar, fique com esses dois vídeos. O primeiro é o mais novo lançamento do rapper Childish Gambino, e traz várias mensagens (algumas subliminares) que visam conscientizar acerca de problemas sociais nos EUA, com ênfase no racismo. Se quiser uma explicação completa de cada cena, para não perder nenhum detalhe, clique aqui. Porém, tome cuidado porque o vídeo contém fortes cenas de violência, inapropriado para menores de idade e pessoas altamente sensíveis.

O segundo é um curta produzido para mostrar como ideias podem ser colocadas subjetivamente até em crianças, na hora de escolher qual bebê é bom e qual é mal.

Childish Gambino (contém fortes cenas de violência)
Os efeitos do racismo nas crianças

Escrito por: Mateus Zampieri, 22 anos, redator publicitário e estudante de filosofia.

Parada Social Sede - Os intocáveis

Parada Social Sede - Os intocáveis

Mensalmente realizamos a parada geral em nossa sede e ontem foi um desses momentos. Nossa psicóloga Kátia Gonçalves realizou uma palestra sobre o filme “Os Intocáveis”, onde ela transmitiu o filme e depois realizou algumas leituras e analogias que se enquadram no ambiente organizacional e também no cotidiano de nossas vidas.

Abaixo falaremos sobre o filme e realizaremos algumas leituras sobre o mesmo:

Intocáveis - Sinopse

O filme conta a história da ligação entre Philippe, um multimilionário francês e Driss, um imigrante senegalês pobre que vive num subúrbio de Paris, após ter cumprido pena de prisão.

Tudo começa quando Philippe, após ficar tetraplégico devido a um acidente de parapente, decide contratar Driss para ajudá-lo nas atividades diárias.

Baseado nas memórias do empresário Phillippe Pozzo di Borgo sobre sua amizade com o argelino Abdel Yasmin Sellou, o roteiro une o rico aristocrata ao problemático imigrante contratado para cuidar dele.

O diretor escolheu um viés bem-humorado para falar de desigualdades (físicas e sociais), enfatizando a inusitada relação entre os personagens.

Pensamento do diretor

É um filme sobre a vida, sem explicações desnecessárias e onde questões não precisam ser resolvidas, apenas coexistem.

Numa entrevista, o verdadeiro Borgo disse que antes do acidente, costumava usar sua influência para conseguir o que queria. Após a tragédia e ter conhecido Driss, descobriu que essa não é a melhor maneira de conviver com as pessoas e aprendeu a ser paciente, humilde e mais humano.

Temas abordados na palestra

O filme tem muitas leituras e várias analogias não só com o ambiente organizacional, mas também com o cotidiano de nossas vidas. Podemos trabalhar a história seguindo alguns eixos, de acordo com as mensagens que o filme vai passando, tais como:

- Gestão das polaridades

No filme, os personagens são opostos: um é branco, milionário, tetraplégico, sério, refinado. O outro é negro, pobre, com antecedentes criminais, ágil, descontraído e popular. Um equilíbrio aparentemente impossível acontece pela capacidade de ambos se completarem, conseguindo estabelecer harmonia entre polos tão opostos.

A gestão das polaridades é fundamental para o sucesso de qualquer equipe, já que as empresas lidam o tempo todo com paradoxos e contrastes. Mundo virtual e real; sucesso e fracasso; visível e invisível, principalmente barreiras; conhecimento tácito e explícito; relações verticais e horizontais etc. Enfim, os exemplos são muitos. O desafio é encontrar pontos que possam gerar sinergia, estabelecer uma dinâmica entre contrários e, a partir das diferenças, integrar as diversas partes num todo harmônico.

- Competências Técnicas e Comportamentais

No filme, Driss não tinha formação para o cargo e havia acabado de cumprir pena na prisão. Enquanto os candidatos à vaga enunciavam bons argumentos para obter o emprego – profissionalismo, humanitarismo, polimento – Driss está ali apenas para garantir o direito ao seguro desemprego. Seu jeito despachado, a capacidade de observação e inteligência faz com que o Philippe o contrate apesar dos seus antecedentes.

Alguns perfis por vezes fora dos modelos convencionais podem apresentar competências muitas vezes ocultas, por trás das características físicas e emocionais evidentes.

No filme: os personagens são mostrados com seus dramas existenciais e diversas lições de vida para ensinar um ao outro. A história propõe uma reflexão sobre os caminhos que levem à conscientização de que as possibilidades se ampliam quando se busca a troca de experiências, habilidades e objetivos comuns.

- Conhecimento mútuo e convergência

Aos poucos a amizade entre os personagens se estabelece e cada um vai conhecendo melhor o mundo do outro. Precisamos debater e refletir sobre temas presentes no mundo corporativo, conhecer e conviver com as divergências, superação das diferenças, limitações e outras questões que norteiam nossa realidade.

Palestra realizado por:
Kátia Goncalves
Psicóloga e coordenadora de voluntariado – Fundação Comunidade da Graça

Referências:
Indicadores e sua relação com a liderança
http://doczz.com.br/doc/209732/lideran%C3%A7a---ricardo-ver%C3%ADssimo-palestrante

Parada Social Sede Os Intocaveis 1
Parada Social Sede Os Intocaveis 2
Parada Social Sede Os Intocaveis 3
Parada Social Sede Os Intocaveis 4
Parada Social Sede Os Intocaveis 5
Parada Social Sede Os Intocaveis 6

Ateliê pintando o 6

Ateliê pintando o 6

A proposta pedagógica das creches, administradas pela FCG, é “Brincar, Estimular e Incluir”. Dentro dessa proposta realizamos/criamos sempre novas oportunidades de desenvolvimento com as crianças. Por isso, em nossa creche CEI Espaço da Comunidade 6, inauguramos o nosso “ateliê pintando o 6” e essa inauguração fez os olhos das crianças brilharem, eles a receberam com muita alegria e felicidade. Para essa inauguração contamos com a presença da "Bela e a Fera".

Nosso ateliê é composto de brinquedos não estruturados, que são brinquedos que trabalham na criança a resolução criativa de problemas, noção de encaixe, pensamento lógico e matemático.

Nosso interesse é acolher as crianças com atividades planejadas, priorizando o lúdico e momentos de interação. Com isso, conseguiremos brincar com as crianças, estimulá-las e inclui-las.

Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
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Ateliê pintando o 6
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Ateliê pintando o 6

Contato

  • (11) 2672.1200
  • fcg@fcg.org.br
  • Rua Salvador do Vale, 9
  • Vila Formosa - São Paulo