Abolição da Escravatura - Reflexões

Abolição da Escravatura - Reflexões

Como a maioria de vocês já sabe, dia 13 de Maio é uma data de extrema importância – a Abolição da Escravatura no Brasil. Em contrapartida, fazendo uma análise mais profunda dos moldes de nossa sociedade, uma parcela da população (quero acreditar que seja uma pequena parcela) ainda vê o negro como inferior. Seria essa apenas uma herança do período escravocrata ou a tendenciosa ignorância do Homem em tentar tornar-se maior diminuindo o outro?

No texto de hoje vamos abordar a temática como um todo, desde a assinatura do decreto pela Princesa Isabel até algumas provocações que promovam a reflexão acerca do preconceito, envolvendo inclusive estrelas da cultura POP norte-americana.

A Abolição da Escravatura

De início já ressaltamos: não aconteceu da noite para o dia. O movimento abolicionista nacional veio ganhando força política aos poucos e sua primeira vitória foi a sanção da Lei Eusébio de Queirós, a qual proibia o tráfico de escravos, em 1850.

Os próximos passos foram a Lei do Ventre Livre (filhos de escravos nasciam livres), em 1871, e a Lei dos Sexagenários (garantia a liberdade de escravos com 65 anos ou mais), 1885. Todo esse contexto fez o número de escravos ser reduzido em grandes proporções e, apenas em 13 de Maio de 1888, ser assinado o decreto que punha fim ao sistema escravocrata, pela Princesa Isabel.

Entretanto, essa lei não garantia aos negros e mulatos direitos fundamentais, como o acesso à terra e à moradia, o que os tornou indivíduos marginalizados e contribuiu para a continuação da exclusão étnica.

Mas, afinal, por que a escravidão? De onde veio essa decisão que acabaria com tantas vidas?

Uma decisão econômica, a Escravidão – o lado desumano de seres humanos

O sistema escravocrata é de interesse apenas dos grandes detentores de terras, nobres, os quais tiveram mão de obra incessante durante séculos por um preço “baixíssimo”. O motivo econômico é o principal fator e a premissa é simples (e terrível): paga-se por um ser humano da mesma maneira que paga-se por uma mercadoria e, a partir daí, tem-se total domínio sob o mesmo.

Não existe qualquer regra ou lei que limite o controle dos senhores sob os negros. As torturas são liberadas e sustentam o ódio e até o sadismo. Nasce e morre-se sendo escravo. Gerações que não conheceram outra realidade senão a do açoite – foram cerca de 300 anos de escravidão no Brasil.
Naquela época o dinheiro e o egoísmo falaram mais alto, mais alto que os milhões de gritos desesperados de um povo condenado. Mas a questão agora é, o quão alto o dinheiro e o egoísmo discursam nos dias de hoje?

Não se trata apenas, como muitos pensam, do “Brasil ser um país atrasado, e por isso aqui tudo é ruim”. Essa é apenas uma frase pessimista e que não leva em consideração acontecimentos relevantes ao redor de todo o globo.

Em 2017, por exemplo, a eterna ameaça fascista voltou à tona e ganhou manchetes devido a protestos da extrema-direita nos EUA contra negros, judeus, gays e imigrantes. Alguns se intitulavam, com orgulho, nazistas.

Ainda no mesmo ano, as eleições alemãs foram alvo de algo que não acontecia desde 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial: um partido de extrema direita, com discursos islamofóbicos, ganhou 90 cadeiras no parlamento e promete mudanças com relação ao euro.

Respondendo à questão anterior: o dinheiro e o egoísmo discursam, sobretudo em Parlamentos, mas ainda não sabemos o quão alto suas vozes ecoarão.

Vale citar que ainda existem na Alemanha (e em muitos outros lugares) movimentos nazistas ativos e inclusive um partido chamado NPD - Partido Nacional Democrata -, o qual é antissemita e nega o holocausto.

Na Rússia, a “propaganda gay” é proibida e os homossexuais ainda enfrentam inúmeras dificuldades de enquadramento social. E assim poderíamos continuar com exemplos de diversos países onde há discriminação, onde o preconceito encontra forma e toma força novamente.

Mas por que demos esses exemplos?

Às vezes vem à cabeça uma imagem de superioridade quando pensamos em Europa ou Estados Unidos – “Lá eles são mais educados, são mais isso, mais aquilo”. De fato, a Alemanha é um país desenvolvido e encontra-se numa situação socioeconômica mais favorável que o Brasil.

Porém, nada disso impediu o crescimento de ideias fascistas em sua sociedade. Os americanos, que exportam seu incrível estilo de vida através de filmes e cartões postais, enfrentam graves problemas relacionados ao preconceito, à saúde pública e ao porte de armas. Protestos contra o assassinato de jovens negros por parte da polícia tomaram as ruas de Baltimore, em 2015.

Países desenvolvidos não estão isentos de problemas sociais! Países desenvolvidos também perseguem minorias!

Qual o motivo dessa perseguição?

Bem, essa pergunta intriga pensadores, diplomatas, religiosos, filósofos... E ciência humana requer análises profundas de comportamento.
Para Freud, em “O mal estar da civilização”, há uma inclinação à agressividade intrínseca ao homem.

Para Nietzsche, “não se odeia quando pouco se preza, odeia-se só o que está à nossa altura ou é superior a nós.” Seguindo essa linha de raciocínio, chegaríamos à noção de que o ódio é uma camuflagem superficial que busca esconder um complexo de inferioridade, uma insegurança.

Já a tradição oriental de cunho religiosa coloca a questão sobre uma nova perspectiva: o ódio e o amor são uma coisa só, porém, nas mãos do indivíduo inconsciente (que não conhece a si mesmo), não há equilíbrio entre ambas as sensações e o resultado é o caos interno, psicológico, mental, que gera consequências externas, como o preconceito racial, por exemplo.

Há inúmeras maneiras de se avaliar a situação, mas não há nenhuma que justifique discriminar ou agir de forma violenta contra um ser humano.

E o que fazer diante do preconceito racial e da discriminação?

Bem, já possuímos leis que tornam o racismo um crime no Brasil. Nesses casos, não fiquem calados: denunciem!
Entretanto, o preconceito racial pode aparecer de formas mais subjetivas – algumas empresas exigem currículo com foto ou recusa-se sentar ao lado de um negro no ônibus, por exemplo. Esses são os casos mais difíceis de lidar...

O jeito é conscientizar. Desde sempre, trabalhar na formação da criança para que esta se torne consciente e não julgue alguém pela cor de sua pele e nem por qualquer outro fator superficial, como gênero e opção sexual.

Proteste, quando necessário. A música, a poesia, a arte como um todo é um mar a ser explorado para lutar contra ideias discriminatórias.

Para finalizar, fique com esses dois vídeos. O primeiro é o mais novo lançamento do rapper Childish Gambino, e traz várias mensagens (algumas subliminares) que visam conscientizar acerca de problemas sociais nos EUA, com ênfase no racismo. Se quiser uma explicação completa de cada cena, para não perder nenhum detalhe, clique aqui. Porém, tome cuidado porque o vídeo contém fortes cenas de violência, inapropriado para menores de idade e pessoas altamente sensíveis.

O segundo é um curta produzido para mostrar como ideias podem ser colocadas subjetivamente até em crianças, na hora de escolher qual bebê é bom e qual é mal.

Childish Gambino (contém fortes cenas de violência)
Os efeitos do racismo nas crianças

Escrito por: Mateus Zampieri, 22 anos, redator publicitário e estudante de filosofia.

Parada Social Sede - Os intocáveis

Parada Social Sede - Os intocáveis

Mensalmente realizamos a parada geral em nossa sede e ontem foi um desses momentos. Nossa psicóloga Kátia Gonçalves realizou uma palestra sobre o filme “Os Intocáveis”, onde ela transmitiu o filme e depois realizou algumas leituras e analogias que se enquadram no ambiente organizacional e também no cotidiano de nossas vidas.

Abaixo falaremos sobre o filme e realizaremos algumas leituras sobre o mesmo:

Intocáveis - Sinopse

O filme conta a história da ligação entre Philippe, um multimilionário francês e Driss, um imigrante senegalês pobre que vive num subúrbio de Paris, após ter cumprido pena de prisão.

Tudo começa quando Philippe, após ficar tetraplégico devido a um acidente de parapente, decide contratar Driss para ajudá-lo nas atividades diárias.

Baseado nas memórias do empresário Phillippe Pozzo di Borgo sobre sua amizade com o argelino Abdel Yasmin Sellou, o roteiro une o rico aristocrata ao problemático imigrante contratado para cuidar dele.

O diretor escolheu um viés bem-humorado para falar de desigualdades (físicas e sociais), enfatizando a inusitada relação entre os personagens.

Pensamento do diretor

É um filme sobre a vida, sem explicações desnecessárias e onde questões não precisam ser resolvidas, apenas coexistem.

Numa entrevista, o verdadeiro Borgo disse que antes do acidente, costumava usar sua influência para conseguir o que queria. Após a tragédia e ter conhecido Driss, descobriu que essa não é a melhor maneira de conviver com as pessoas e aprendeu a ser paciente, humilde e mais humano.

Temas abordados na palestra

O filme tem muitas leituras e várias analogias não só com o ambiente organizacional, mas também com o cotidiano de nossas vidas. Podemos trabalhar a história seguindo alguns eixos, de acordo com as mensagens que o filme vai passando, tais como:

- Gestão das polaridades

No filme, os personagens são opostos: um é branco, milionário, tetraplégico, sério, refinado. O outro é negro, pobre, com antecedentes criminais, ágil, descontraído e popular. Um equilíbrio aparentemente impossível acontece pela capacidade de ambos se completarem, conseguindo estabelecer harmonia entre polos tão opostos.

A gestão das polaridades é fundamental para o sucesso de qualquer equipe, já que as empresas lidam o tempo todo com paradoxos e contrastes. Mundo virtual e real; sucesso e fracasso; visível e invisível, principalmente barreiras; conhecimento tácito e explícito; relações verticais e horizontais etc. Enfim, os exemplos são muitos. O desafio é encontrar pontos que possam gerar sinergia, estabelecer uma dinâmica entre contrários e, a partir das diferenças, integrar as diversas partes num todo harmônico.

- Competências Técnicas e Comportamentais

No filme, Driss não tinha formação para o cargo e havia acabado de cumprir pena na prisão. Enquanto os candidatos à vaga enunciavam bons argumentos para obter o emprego – profissionalismo, humanitarismo, polimento – Driss está ali apenas para garantir o direito ao seguro desemprego. Seu jeito despachado, a capacidade de observação e inteligência faz com que o Philippe o contrate apesar dos seus antecedentes.

Alguns perfis por vezes fora dos modelos convencionais podem apresentar competências muitas vezes ocultas, por trás das características físicas e emocionais evidentes.

No filme: os personagens são mostrados com seus dramas existenciais e diversas lições de vida para ensinar um ao outro. A história propõe uma reflexão sobre os caminhos que levem à conscientização de que as possibilidades se ampliam quando se busca a troca de experiências, habilidades e objetivos comuns.

- Conhecimento mútuo e convergência

Aos poucos a amizade entre os personagens se estabelece e cada um vai conhecendo melhor o mundo do outro. Precisamos debater e refletir sobre temas presentes no mundo corporativo, conhecer e conviver com as divergências, superação das diferenças, limitações e outras questões que norteiam nossa realidade.

Palestra realizado por:
Kátia Goncalves
Psicóloga e coordenadora de voluntariado – Fundação Comunidade da Graça

Referências:
Indicadores e sua relação com a liderança
http://doczz.com.br/doc/209732/lideran%C3%A7a---ricardo-ver%C3%ADssimo-palestrante

Parada Social Sede Os Intocaveis 1
Parada Social Sede Os Intocaveis 2
Parada Social Sede Os Intocaveis 3
Parada Social Sede Os Intocaveis 4
Parada Social Sede Os Intocaveis 5
Parada Social Sede Os Intocaveis 6

Ateliê pintando o 6

Ateliê pintando o 6

A proposta pedagógica das creches, administradas pela FCG, é “Brincar, Estimular e Incluir”. Dentro dessa proposta realizamos/criamos sempre novas oportunidades de desenvolvimento com as crianças. Por isso, em nossa creche CEI Espaço da Comunidade 6, inauguramos o nosso “ateliê pintando o 6” e essa inauguração fez os olhos das crianças brilharem, eles a receberam com muita alegria e felicidade. Para essa inauguração contamos com a presença da "Bela e a Fera".

Nosso ateliê é composto de brinquedos não estruturados, que são brinquedos que trabalham na criança a resolução criativa de problemas, noção de encaixe, pensamento lógico e matemático.

Nosso interesse é acolher as crianças com atividades planejadas, priorizando o lúdico e momentos de interação. Com isso, conseguiremos brincar com as crianças, estimulá-las e inclui-las.

Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6
Ateliê pintando o 6

O Papel do Educador

O Papel do Educador

Educador é aquele que forma cidadãos pela mediação, pela facilitação e pela promoção do ensino/aprendizagem; seja ele um professor por formação ou não.

Um educador precisa ter em mente que um cidadão não é um ser moldado pelas leis de seu país e projetado unicamente para o cumprimento destas; isto seria, claramente, alienação.

O educador sabe que não sabe tudo, inclusive que não é o único que sabe algo no processo de ensino/aprendizagem.

O educador professor sabe que a criança não é uma tabula rasa, e que ela traz para a creche, por exemplo, um repertório mínimo de conhecimento. Seja este conhecimento de um lar estável, amoroso e feliz ou mesmo que este conhecimento seja de valores e saberes corrompidos por terem sido inicialmente construído em um lar decadente ou destruído.

O educador age mediando a criança na assimilação de novos saberes a partir de saberes próprios, estimulando a percepção delas (crianças) para a correção e/ou adequação destes novos saberes.

O educador atua facilitando o acesso da criança ao conhecimento, provendo meios, mecanismos e metodologia adequada para essa realização. Quando isso acontece de maneira efetiva, a criança consegue construir conhecimentos reais, mas, ainda assim não livres de interferências ideológicas.
O aprendizado eficaz e livre acontece quando o educador indica por sua metodologia, um caminho crítico para que a criança, de maneira autônoma, isto é, por seus conhecimentos e conexões cognitivas descubra um jeito próprio de escolher, avaliar e aprovar os conhecimentos apresentados pelo mediador/facilitador, que é o professor educador.

Nesse pensamento, atribuindo tal responsabilidade a este personagem tão importante para a formação ética da nossa sociedade, fica muito claro que a capacitação formal ou informal do educador deve ser uma prioridade, tendo em vista que, seu repertório deve abarcar saberes e conhecimentos de modo interdisciplinar, afim de que não comprometa a boa educação cidadã de nossas crianças.

Escrito por:
Domingas
Diretora – Fundação Comunidade da Graça
Atua no CEI Espaço da Comunidade I

Porque você faz o que faz? - Fábio Silva

Porque você faz o que faz? - Fábio Silva

Você já se fez essa pergunta: “Porque eu faço o que faço?”, essa pergunta rodeou os colaboradores da FCG nesse último final de semana. Tivemos o privilégio de receber a visita do Fábio Silva (empreendedor social e líder do movimento Novo Jeito), que na sexta-feira realizou um tour pelos nossos programas, no qual, com muito amor e carinho, os nossos gestores e diretores dos programas, explicaram todos os detalhes e atividades realizadas pela FCG à comunidade atendida.

Fábio Silva conversou com os nossos colaboradores e pelo final do dia trabalhou com a seguinte pergunta: “Porque você faz o que faz?”, dentro dessa temática conseguimos refletir sobre a nossa profissão, onde a nossa alegria está depositada e como podemos mudar a nossa sociedade através de cada programa.

Sexta-feira foi um dia muito movimentado e produtivo. Terminamos o dia com um desejo profundo de agir, ainda mais, pela nossa sociedade através de cada programa e ação da FCG. Chegando o sábado pela manhã, o dia em que realizaríamos a nossa palestra, estávamos alegres em receber as pessoas que iriam participar e também esperançosos em escutar o que cada palestrante iria discutir conosco.

Aos poucos as cadeiras eram preenchidas por pessoas que tinham um desejo em comum “promover a justiça e mudança social no meio em que vivem”.
Iniciamos com a palavra do nosso Presidente Osmar Misael Dias. Passamos para a palavra do Pr. Ronaldo Bezerra, que dialogou sobre o cristão e a sociedade. Na sequência, o Fábio Silva palestrou sobre o engajamento e impacto social contando a sua história de como ele compreendeu sobre a necessidade do serviço à área social. Com o tempo ele foi contando sobre cada pessoa que ele encontrou nesse caminho, cada projeto que ele idealizou/aplicou em Recife e como hoje ele conseguiu mudar o pensamento do engajamento cívico e social da população de Recife. Passado o Coffee Break, tivemos uma roda de conversa que contou com a participação da Vereadora Patrícia Bezerra, Deputado Estadual Carlos Bezerra Jr. e Fábio Silva, onde o público escreveu algumas perguntas à serem respondidas e os palestrantes, usando as perguntas, dialogaram sobre fé, justiça social e cidadania. Terminamos o encontro com o Gustavo Fuga (Fundador e presidente da 4YOU2 idiomas), que conversou um pouco sobre a sua organização social e como ela ajuda as pessoas carentes em aprender inglês.

Terminamos esse momento apaixonados pelo Fábio Silva e toda a sua história, felizes em conhecer uma pessoa que contribui de forma tão significativa para o desenvolvimento da sociedade, em especial de Recife. Cremos que ele também ficou muito feliz de passar esse momento conosco e abaixo colocaremos o seu testemunho sobre esses dias:

“Conhecer os projetos da Fundação Comunidade da Graça foi de fato um grande presente, sou empreendedor social, rodo todo o Brasil e conheço muitas e boas iniciativas, mas assim, fiquei extremamente surpreendido e feliz pelo impacto social que a FCG tem causado na cidade de São Paulo. Nossa convocatória agora é para o engajamento cívico, para que as pessoas possam ser voluntárias da FCG em seus projetos, para que elas possam servir a sociedade através dessa plataforma. Então assim, eu quero agradecer à toda a equipe da FCG por me receber, pelo carinho e pela oportunidade de conhecer isso tudo. Gostaria de mandar um abraço para todos os colaboradores da Fundação que tem feito um trabalho, há tantos anos bonito, e convidar toda a sociedade para esse engajamento para que a gente possa continuar construindo uma bela história e que a gente também possa ampliar essa história para a cidade e para as pessoas. Por que desta forma o Reino do Bem será visto em toda a sociedade através desse povo.”.

Agradecemos também aos nossos parceiros que nos ajudaram/participaram deste evento, são eles: Grupo Educa Mais, SBB (Sociedade Bíblica do Brasil), Padaria Karina, Hortifruti Andrea Mondini, Igreja Comunidade da Graça e FB de Oliveira Comercio.

Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
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Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
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Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
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Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
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Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
Porque você faz o que faz? - Fábio Silva
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Serviço Social no Brasil: uma profissão de luta

Serviço Social no Brasil: uma profissão de luta

Falar em Serviço Social na atualidade é, antes de tudo, partir da origem dessa profissão no Brasil, que se dá a partir das grandes mobilizações da classe operária nas duas primeiras décadas do século XX. O Serviço Social nem sempre foi reconhecido como uma profissão, no Brasil nas décadas de 20 e 30, a assistência social tinha caráter filantrópico, á técnica estava atrelada as doutrinas da Igreja, visava conter o crescimento da população e das maselas sociais causado pela eclosão da indústria no país. Durante as décadas de 40 e 50, o Serviço Social com a influência norte-americana, começa a desvincular-se da Igreja, porém permanece com um caráter conservador, mas com bases nos pensamentos positivistas e funcionalistas. A prática profissional nesse contexto baseia-se no ajustamento e na ajuda psicossocial. As décadas de 60 e 70 foram marcadas por alguns desdobramentos, com resquícios da era Getúlio Vargas, e a Ditadura Militar, fatos que contribuíram para um desdobro importante para a profissão, a ruptura total com o conservadorismo. O Serviço Social passa a ter um caráter técnico e científico. No ano de 1978, foi organizado um Congresso, conhecido como “Congresso da Virada”. Os profissionais se posicionam a favor de um projeto ético-político, voltado para a defesa da classe trabalhadora que vive em condições vulneráveis.

Nesse ano de 2018 o Serviço Social comemora 82 anos no Brasil, e continua em constante transformação, vivemos em um dos períodos mais difíceis da história. A falta de recursos nas instituições, à falta de incentivo do Estado para com a Política de Assistência Social, a falta de condições dignas, dificultam a prática profissional mais efetiva. Metodizar o fazer profissional, é um de suma importância para o trabalho do assistente social, pois o auxilia na identificação dos limites, desafios e possibilidades das demandas que lhe são colocadas a partir da dinâmica do ser social.

Nesse dia 15 de maio, quero parabenizar a todos os assistentes sociais, que resistem e lutam diariamente contra com o desmonte dos direitos sociais e contra os ataques á classe trabalhadora, precisamos remar contra a maré na luta pelo combate à desigualdade, e pela construção de uma sociedade igualitária. Não podemos esquecer-nos de reafirmar a importância da categoria profissional, e da gênese da profissão: os movimentos sociais em defesa da classe trabalhadora. Na luta de classe não há empate!

Escrito por:

Aline Salgado do Nascimento
Assistente Social – Fundação Comunidade da Graça
Atua no NPJ – Núcleo de Proteção Jurídico Social e Apoio Psicológico

Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição

Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição

A Fundação Comunidade da Graça tem como objetivo a formação continuada de seus colaboradores, investindo na vida profissional de cada um deles através de cursos, treinamentos, palestras, workshops e afins.

Para os professores, em especial, a FCG oferece um curso de gestão escolar.

Trata-se de um curso de 30 horas que acontece ao longo de três meses, onde são abordados temas relevantes para a formação deste novo profissional – o coordenador e o diretor pedagógico.

“Nosso grande foco é formar e treinar diretores e coordenadores para assumirem, oportunamente, o cargo em uma de nossas unidades de creche”. (Flávia Barnabé)

Alguns dos módulos ofertados são:

• UM CHAMADO ESPECIAL
    o Visão e Missão da Fundação Comunidade da Graça
• PROPOSTA PEDAGÓGICA DA FCG
• ATRIBUIÇÕES DO DIRETOR E COORDENADOR PEDAGÓGICO
   o Eu, onde?
• CONSIDERAÇÕES SOBRE LIDERANÇA
• Características e Perfil
• OSSOS DO OFÍCIO
   o Coisas que não quero fazer
• INTRODUÇÃO A SEGURANÇA ALIMENTAR
• NORMAS E PROCEDIMENTOS
   o Legislação Sanitária
• MANUAL DE BERÇÁRIO E MINI-GRUPO
• COMUNICAÇÃO
   o Linguagem Escrita e Linguagem Verbal
• LEGISLAÇÃO – NORMAS E PROCEDIMENTOS

Nesse início de mês, realizamos a formatura da nossa 4° turma, contamos com a presença de 16 professoras que, com muita alegria, terminaram o curso e receberam o seu diploma. Nesse curso já conseguimos formar mais de 80 profissionais que, ao longo do ano, deram continuidade na sua profissão, onde esse curso foi essencial para a sua carreira.

Nossa formatura foi muito especial, todas as formandas trouxeram as suas famílias para parabeniza-las e prestigia-las. Contamos com algumas homenagens, abaixo colocarei algumas frases ditas às professoras:

- (...) Há pessoas que marcam a nossa vida, que despertam algo especial em nós, que abrem nossos olhos de modo irreversível e transformam a nossa maneira de ver o mundo. Você foi uma dessas pessoas. (...);
- (...) Buscando formas para agradece-la, acabei encontrando e aprendendo sobre uma palavra nova “mahalo” é um termo da linguagem havaiana que significa “muito obrigado”;

Uma das alunas discursaram na formatura, em agradecimento por ter vivido esse momento junto com as suas colegas e professoras, sua grande alegria foi saber que não é o fim de um curso, mas o início de uma grande missão que é de praticar todo conhecimento adquirido de maneira responsável. Porque as formandas podem ser futuras coordenadoras e elas possuem grande interesse de ser exemplo, transformar vidas e fazer a diferença.

No final, disponibilizamos comes e bebes, tivemos um momento de descontração e grande jubilo por todos as participantes.

Queremos agradecer a todos que estiveram envolvidos durante o processo de realização do curso, dispondo de maneira generosa e amorosa o seu tempo, recursos e conhecimento.

Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição
Formatura do curso de gestão escolar - 4° edição

Evento - O dia de quem cuida de mim

Evento - O dia de quem cuida de mim

Na semana do dia das mães, realizamos “O dia de quem cuida de mim” em nossas unidades de creche.

Tivemos rodas de conversa sobre a importância do toque físico no desenvolvimento psicoafetivo dos pequenos e sobre o quão importante é esse momento entre eles e seus cuidadores. Com a ajuda das nossas colaboradoras e de nossa voluntária, Leila, proporcionamos um tempo voltado à família de nossas crianças, utilizando métodos de massagem. Contamos também com a participação da psicóloga Keite, da pastora Nice e da vereadora Patrícia Bezerra em algumas unidades para tornar esse momento mais enriquecedor.

Por fim, os pequenos se apresentaram para os cuidadores expressando seu amor e afeto por eles.

Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
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Evento - O dia de quem cuida de mim
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Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
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Evento - O dia de quem cuida de mim
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Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim
Evento - O dia de quem cuida de mim

Um olhar sobre a gestação

Um olhar sobre a gestação

O processo que uma gestante passa é algo curioso e único, principalmente para as mamães de primeira viagem. O corpo muda, desejos começam a surgir, os sintomas clássicos aparecem, enfim, são inúmeras dúvidas que surgem durante e depois da gestação, dúvidas que podem ser até motivos de preocupação para quem nunca teve essa experiência.

Isso tudo acaba sendo normal, afinal, a preocupação com a saúde do bebê acaba vindo em primeiro lugar. Mas é preciso também ter um olhar para a mãe, já que um bebê saudável é sinônimo de uma mãe saudável.

A autoestima da mãe, diante de toda essa metamorfose gestacional, é algo que deve ser trabalhado e levado em conta. Todas as mudanças físicas e hormonais mexem com o psicológico, e muitas mamães tendem a entrar em depressão.

As mudanças psicológicas acompanham as físicas. Uma gestante com depressão e baixa autoestima pode deixar de se cuidar, praticar exercícios leves, ter uma alimentação e hábitos saudáveis, prejudicando não só a saúde dela, como a do bebê.

Acreditamos que informação é uma poderosa arma nos dias de hoje. Por isso, a Fundação Comunidade da Graça possui o Programa de Gestantes, que visa fortalecer os vínculos afetivos que a gestação oferece às mamães. Todo o conhecimento é passado por um time incrível de voluntárias que entendem do assunto como ninguém. Só no ano de 2017, foram atendidas 71 mamães das áreas de abrangência da FCG, que são os bairros de: Vila Formosa, Aricanduva e Carrão.

O programa cumpre duas etapas: a primeira será uma palestra tirando dúvidas sobre o parto e o fortalecimento da autoestima. Já a segunda etapa vai abordar sobre o aleitamento materno e a entrega de enxovais.

Vamos transformar a gestação em um momento único na vida de nossas mamães, que, apesar das dificuldades e pouco controle dentro da gestação, ter informação nunca é demais. Afinal, ser mãe é uma dádiva de Deus, e é preciso curtir este momento do começo ao fim.

Escrito por: Paulo Gustavo Alves, 22 anos, formado em Publicidade e Propaganda e atua profissionalmente como redator.

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